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Lévi-Strauss e os Bororo

Gente, que delícia de feriado! Estou aproveitando para descansar bastante e viver algumas horas da minha vida sem nenhum contato com as telas. Apesar disso, quis deixar registrado aqui que eu tenho que admitir também que sou nerd ao ponto de utilizar esses momentos para estudar.

Estou dando uma revisitada em algumas coisas e desbravando outras com Antropologia estrutural I, de Lévi-Strauss. Digo para vocês com toda a certeza do mundo: quem julgou que as organizações sociais dos indígenas no Brasil eram “primitivas” não tinha a menor ideia do que estava falando!! Prova disso são os textos de Lévi-Strauss, que sempre coloca as estruturas do Brasil como as mais complexas para o nosso entendimento. Isso é tão verdade que estou há algumas horas esfolando o meu cérebro para tentar entender a organização social das aldeias Bororo, do Mato Grosso. Winnebago, da América do Norte? Ok. Ilhas Trobriand, estudadas pelo Malinowski? Ok. Sistema geral dos povos da Indonésia? Ok. Mas... os Bororo? Pensa num negócio complicado.

Como não poderia ser diferente, terei que retornar ao clássico Estruturas elementares do parentesco. Já me convenci de que eu terei que comprar esse livro mesmo, porque toda vez é a mesma novela de ter que ler na internet ou de procurar programas antigos da época da faculdade para entender alguma coisa. Mais fácil sentar a bunda no sofá e ler os capítulos mais importantes de uma vez por todas, não?

Enfim, tudo isso é pra depois, porque já, já começa um churrascão daqueles por aqui.

Bom domingo para todos nós ♥

11 de outubro de 2026, às 09:50