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Internet e ficção

Minha internet simplesmente caiu do nada e agora só vão conseguir consertar, com sorte, amanhã no período da tarde, em uma daquelas visitas que ficam marcadas entre as 14h e as 18h. Aff... dá uma raiva só de imaginar, não dá não?

Hoje tive a minha primeira tentativa de escrever ficção. Gente, vou dizer para vocês: que medo que dá! Nunca fui muito crente nessa história de medo da folha em branco, mas hoje eu senti um pouquinho. É uma coisa diferente. É uma possibilidade muito mais ampla de escrita. Se você for parar pra pensar, você percebe que pode fazer absolutamente tudo. E, com isso, são tantas direções que fica meio difícil escolher uma. No final, a gente se pega com nada, porque não saímos do lugar.

Achei que a coisa fluiria mais fácil. Talvez seja só falta de costume. Mas, de qualquer forma, sofro do mesmo mal de Sylvia Plath: ainda acho que é algo demasiadamente pessoal. É preciso alçar voos mais altos!! Mas ainda estou engatinhando. Então, calma!

Vou aproveitar que estou sem internet e ler algumas coisas. Estou querendo pegar algumas ficções parecidas com a que eu estou querendo escrever para ter alguma inspiração. Penso mais em relação à organização do texto mesmo: sobre como expor.

A história que eu imagino escrever é “baseada em fatos reais”, mas disposta a intervenções ficcionais. Sem problemas quanto a isso. No início eu tinha pensado em escrever um conto sobre um assunto pequeno, mas tenho revisitado tanta coisa da minha vida que já estou sonhando com um romance sobre outra coisa muito maior. Talvez seja mais inteligente começar pelo conto, que é uma ideia mais pronta e não tem muito a ver com esse romance.

No final das contas, sei que o romance é uma coisa a longo prazo, então vou tomar o que escrevi hoje apenas como um exercício para ir soltando, desenvolvendo o tema. Talvez ele seja incorporado na versão final, talvez sirva apenas de inspiração, talvez seja recortado em outros mil pedaços. Não sei. Mas acredito profundamente que de vez em quando a gente só precisa começar. Começar de algum lugar. Depois a gente arruma. As coisas vão encontrando o seu caminho no mundo.

22 de setembro de 2026, às 20:59